quinta-feira, 2 de julho de 2009

francisco forró y frevo

O Paraibano CHICO CÉSAR, após 03 anos, retorna com um novo CD "francisco forró y frevo", fazendo uma nova leitura com a sua versatez incomparável, onde se aproxima do regionalismo com muita autenticidade, premiando o povo nordestino y brasileiro com a sua maneira ímpar de ser, compor y de cantar, temperado por músicos do Pernambuco, Paraíba y Bahia, entre eles: Dominguinhos y Armadinho.

Era tudo o que o nosso povo precisava, para fugir dessa "lenga-lenga" forrozal, que nada contribuiu para o engrandecimento do nosso autêntico forró.

Apreciando as letras:


deus me proteja (chico césar)

deus me proteja de mim
e da maldade de gente boa
da bondade da pessoa ruim
deus me governe, guarde
ilumine e zele assim

caminho se conhece andando
então vez em quando
é bom se perder
perdido fica perguntando
vai só procurando
e acha sem saber

perigo é se encontrar perdido
deixar sem ter sido
não olhar, não ver
bom mesmo é ter sexto sentido
sair distraído e espalhar bem-querer

solto na buraqueira (chico césar)

de onde é que vem
tanta música solta no ar
solteira e desimpedida
tão de bem com a vida
que faz a vida mudar

vem com a gota com a bexiga
vem com a moléstia, castiga
invade a cidade antiga
diga agora se eu quero parar

menino, isso é muito bom
menina, isso é bom demais
nas ruas da paraíba
frevando com todo o gás

começa e não quer parar
conversa eu quero é frever
vou solto na buraqueira
deixa, deixa acontecer (agora só falta encontrar você)

Vale comprar, só não vale copiar.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Psol entra com representações contra Sarney e Renan

O Psol protocolou no início da tarde desta terça-feira (30) duas representações por quebra de decoro parlamentar contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros (AL). A iniciativa foi tomada após a descoberta de que havia 665 atos secretos entre 1995 e 2009 com nomeações de parentes, concessão de benefícios e aumento de salários, entre outros casos. O partido decidiu não denunciar outros dois senadores que presidiram a Casa recentemente: Tião Viana (PT-AC) e Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Protocolados na Mesa Diretora do Senado pela presidente nacional do partido, Heloísa Helena, e pelo senador José Nery (Psol-PA), os documentos pedem que o Conselho de Ética investigue os dois parlamentares por assinarem atos secretos para criar cargos, conceder benefícios e aumentar a remuneração de apadrinhados políticos. "A obrigação do Psol é fazer o que o povo brasileiro exige. O povo brasileiro quer, diante desta nossa democracia, tão fajuta às vezes, conhecer os senadores delinquentes a sua respectiva quadrilha instalada aqui no Senado", afirmou Heloísa Helena.

No texto das representações, o partido afirma que os atos secretos, como ficaram conhecidos pela opinião pública, "teriam sido escondidos de forma proposital pelo Senado Federal, a mando dos ex-diretores da Casa, Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi, ligados diretamente à Presidência do Senado". Para o Psol, a criação de cargos, a concessão de benefícios e o aumento de salários beneficiaram Sarney e Renan.

No caso do atual presidente do Senado, o Psol pede a investigação da nomeação de parentes de Sarney por meio de atos secretos e do suposto beneficiamento ao neto José Adriano Cordeiro Sarney na operação de empréstimos consignados na Casa. Além disso, também quer que todas as operações de crédito descontado na folha salarial sejam analisadas.

De acordo com Heloísa Helena, as representações não foram extendidas a outros ex-presidentes nos últimos 14 anos porque uma análise dos atos secretos feita pela legenda concluiu que os mais suspeitos teriam sido assinados por Sarney e Renan. Entretanto, para José Nery, a investigação do Conselho deve abranger todo o tempo que Agaciel Maia exerceu o cargo de diretor-geral do Senado. "Não dá para analisar os fatos de hoje sem fazer uma conexão histórica. Por isso, o conselho deverá analisar todo o período de 1995 a 2009", afirmou o senador do Psol.

Mário Coelho

http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=28787

O VENDEDOR E A ESTHEFANY DO CROSSFOX

Sabe aquela menina do Piauí, a absoluta, frisson no Youtube com a musiquinha “No Meu Crossfox”? Pois é. Se você entrar agora no Google e digitar o nome dela, vai encontrar mais de quatro mil citações para esse meteórico fenômeno da atualidade. Mas não é só na Internet que a moça é um fenômeno. Aos 17 anos, morando na remota Inhuma, cidadezinha há 240 kilometros de Teresina, já se apresentou nos mais importantes programas da televisão brasileira. Faz shows por todo o Nordeste, melhorou significativamente o seu cachê de cantora e já realizou pelo menos dois dos seus sonhos de adolescente: É sucesso nacional e dona de um crossfox amarelo. Esse último, doado pela Volkswagen tamanho o sucesso do seu viral em favor da marca. Proeza que nem a montadora conseguiu com o mesmo nível de excelência.

Associado, claro, a uma boa dose de sorte, o clipe non sence - no melhor estilo Vou de Táxi, da global Angélica -, antes de virar sucesso, teve por traz algumas nuances importantes de serem tratadas nesse ambiente onde o interesse é pelo corporativo e pelo mundo das vendas e dos negócios. Mas que imita a vida e suas inter-relações em tempo integral.

O vídeo da Esthefany, apesar de tosco, teve um grande investimento para os padrões da família e da pequena Inhuma. Custou, segundo a mãe da artista, 4,5 mil reais. Isso porque o crossfox do clipe foi emprestado por um amigo e a letra da música e a produção de figurino ficou por conta da mãe. Conheço centenas de empresas pelo Brasil afora que não tem coragem de investir esse dinheiro na produção de um comercial para televisão.

Assim como a Esthefany, a absoluta, qualquer profissional, inclusive eu, gostaria de se transformar em um sucesso nacional, ou minimamente ser reconhecido como um grande vendedor. Só que isso, ao contrário da cantora não acontece da noite para o dia. É preciso investimento na carreira, formação acadêmica, reciclagem profissional, networking. É isso, associado a muito esforço, determinação, motivação, ética e talento. É isso que faz o profissional sair do lugar comum e brilhar. Claro, uma dose de sorte também faz parte do processo.

Esthefany e sua mãe tiveram o que talvez mais falte no mundo corporativo. Atitude.
Elas não ficaram lá em Inhuma chorando as mazelas da seca, do baixo IDH ou da falta de perspectiva. Elas criaram a perspectiva, foram ao encontro da sorte. Investiram na única possibilidade que acreditavam. E olhe que nem foram elas a postar o vídeo no Youtube, mas ele estava produzido. Souberam tirar proveito das oportunidades que se mostraram. Assim deve agir o vendedor. Aproveitar todas as oportunidades para melhorar a sua condição profissional. Investir em si mesmo e não ficar esperando que a empresa o faça.

Outra coisa que a jovem cantora nos ensina é a ter perseverança e acreditar sempre. Ela acreditou que iria se apresentar nos principais programas da televisão, que faria sucesso e perseguiu isso. Sua música é cantada pela platéia nos shows de Claudia Leite a Preta Gil. Quantos profissionais conhecemos pela vida afora que abandonam suas carreiras diante das primeiras dificuldades ou recusas de clientes?

Na letra da música, palavras de ordem como: Absoluta, linda, sou demais, não sou de esperar, demonstram o elevado grau de autoestima que qualquer profissional precisa ter. Não confundir, obviamente, com narcisismo que só faz atrapalhar o crescimento profissional.

No entanto, nessa bela história de conto de fada, reside um senão muito sério e que todo profissional – de venda ou de qualquer outra área – precisa e deve estar vigilante. Que é a questão da ética e do respeito. Vendedor profissional não age como um pitbull que pula na jugular do cliente e arranca a venda a qualquer custo. Isso não é venda é coação.

No Meu Crossfox é uma versão não autorizada de A Thousand Miles da americana Vanessa Carlton. Ou seja, ela não pode cantar a música em público e nem veicular em rádios, tvs, internet etc. Pode até ser que no universo sem dono e sem barreiras da Internet, onde a autora também brilhou recentemente, esse tipo de atitude seja lugar comum. No mundo corporativo isso é falta de ética e profissional sem ética não se estabelece por muito tempo. No mundo da música não sei.

Pra finalizar. A mãe da cantora declarou no programa Caldeirão do Huck que fizera uma promessa para o Padim Padre Cicero. Ir de Inhuma no Piauí até Juazeiro do Norte no Ceará, no lombo de uma jumenta, caso a filha conseguisse se apresentar em um programa da Tv Globo. Foi convencida pelo apresentador a minimizar a promessa e cavalgar de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio, até o Projac. Ela topou, claro! A filha já estava na Globo.

Profissional não minimiza. Sempre cumpre o que promete, por mais absurda que possa parecer a entrega. O "santo" pode até perdoar, o cliente jamais.

Nelson Gonçalves
www.nelsongoncalves.net

Pobres são mais atingidos pelos impostos indiretos

As distorções no pagamento de impostos ocorrem pela natureza dos tributos. A conclusão é do estudo Receita Pública: Quem Paga e Como se Gasta no Brasil, divulgado ontem (30) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Receita Federal. De acordo com o documento, os mais pobres sentem o maior impacto dos chamados “impostos indiretos”, inclusive, os embutidos no custo de serviços básico (transporte, por exemplo) e produtos (alimentação).

Segundo o presidente do instituto, Márcio Pochmann, os impostos indiretos correspondem a dois terços do que é arrecadado e o imposto direto (sobre a renda e a propriedade) corresponde a um terço. A relação é ao contrário do que ocorre nos países desenvolvidos e gera injustiça tributária.

“A carga tributária não afeta de forma homogênea os brasileiros, afeta de forma muito diferenciada. São os pobres que pagam, são os proprietários que praticamente não pagam”, disse.

Na avaliação de Pochmann, o sistema tributário além de injusto está ultrapassado. “O sistema tributário que nós temos, a base está conectada à atividade econômica do século 19 e do século 20. Vivemos em uma economia pós-industrial, grande parte da riqueza tem uma forma imaterial, provém dos serviços, do setor terciário, são os recursos que passam para o sistema financeiro e é uma forma mais efetiva de arrecadação com baixíssimo custo, não precisa ter fiscal, não precisa ter nota”, afirmou.

Para o presidente do Ipea, exemplificou a extinta CPMF como um “imposto mais eficiente” numa visão mais moderna de arrecadação. “Eu particularmente defendi a CPMF porque é um sistema de imposto mais moderno”, disse.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/06/30/materia.2009-06-30.3289928832/view

Comissão aprova 40 horas semanais para trabalhadores


A comissão especial que analisa a redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, aprovou há pouco, por unanimidade, o relatório favorável apresentado pelo deputado Vicentinho (PT-SP) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95. A proposta, em tramitação há 14 anos no Congresso Nacional, também aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.

A expectativa é que a PEC seja votada pelo Plenário no início de agosto, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical. Todas as centrais sindicais em atividade no Brasil estão presentes no Auditório Nereu Ramos, onde a comissão está reunida.
30/06/2009 16h18
Reportagem - Idhelene Macedo/Rádio Câmara
Edição - Newton Araújo

Sexo com criança causa indignação da ONU contra STJ.

Posted by: cesarbarroso on: June 29, 2009


A decisão de STJ de absolver o atleta Zequinha Barbosa e seu assessor Luiz Otávio Flores da Anunciação da acusação de exploração sexual de duas crianças gerou violenta resposta da ONU.

“Além do contexto absurdo da decisão, o fato gera indignação pelo fato do Brasil ser signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança; e de recentemente, em 2008, ter acolhido o III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” diz a nota da Unicef.

A nota relembra a Convenção sobre os Direitos da Criança, de 1989, assinada pelo governo brasileiro em 1990, que convoca os estados participantes a tomarem as medidas apropriadas para assegurar que as crianças estejam protegidas da exploração sexual, assim como o Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança referentes à Venda de Crianças, à Prostituição Infantil e à Pornografia Infantil, que requer que os estados parte proibam, criminalizem e processem judicialmente essas práticas.

Mais no O Globo.

Rabino Shmuley Boteach fala a verdade sobre Michael Jackson.

Rabino Shmuley Boteach fala a verdade sobre Michael Jackson.

Posted by: cesarbarroso on: June 30, 2009


O rabino que foi amigo do cantor por muitos anos falou hoje pela CNN em alto e bom tom: “Michael Jackson era uma alma torturada”.

A entrevista a Campbell Brown está causando sensação por causa da honestidade do rabino em analisar os problemas de Michael.

Em 2004 Boteach disse a Michael que ele morreira cedo se não parasse de se drogar.

“Michael pensava que tinha problemas físicos, queixava-se de dores aqui e acolá, mas o seu problema era de alma. Ele era extremamente infeliz. Ele se sentia sem propósito, letárgico. Ao invés de se reinventar e entrar numa nova fase, ele preferiu medicar a sua dor. E não há corpo humano capaz de aguentar esse assalto. Era inevitável, era chocante, era trágico. Mas poderia ser facilmente evitado”, disse o rabino.

Perguntado se ele falou com Michael sobre o abuso das drogas, Boteach respondeu: “Você está brincando? Mostrei-lhe que poderia, como uma das pessoas mais influentes do mundo, consagrar a sua vida aos direitos das crianças. Mas ele precisava se drogar antes de aparecer em público. Eu lhe disse: Michael isso é veneno. Isso está lhe matando.”

“Ele repetia para mim: “Shmuley, tudo que eu fiz para conseguir a fama, para aperfeiçoar a minha arte, foi um esforço para ser amado, porque nunca me senti amado”. E as drogas aliviavam a sua dor porque o amor dos fãs era impessoal”.

Quanto à questão da pedofilia, o rabino respondeu: “Eu não estou aqui para lavar os pecados de Michael. Ele era uma pessoa de grandes virtudes, e havia uma parte dele que se corrompeu com o passar do tempo.”

Sobre a responsabilidade pelos filhos: “Ele era um pai responsável. Ele não viajava sem os filhos. A adoração era mútua. Eles eram a única inspiração de sua vida.”

Sobre as pessoas que cercavam Michael: “Michael trouxe à tona as piores qualidades em todos nós – na imprensa, em pessoas boas. Você se sente especial estando com Michael. Muita gente boa aos poucos ia se corrompendo. A mídia não está mais lamentando sua morte, porque o trata como um ícone. Todos estamos confusos. Eu tentei ser uma das pessoas boas, e para isso tive que colocar em risco nossa amizade para lhe dizer: “Michael, você está se matando; Michael, não há normalidade na sua vida; Michael, você perdeu a sua âncora espiritual.”

“Ele era Testemunha de Jeová. Ele era mais do que isso, ele era um missionário. Depois ele abandonou a igreja, e ficou sem nada para contrabalançar toda aquela fama, e foi ficando egoista.”

Campbell Brown perguntou-lhe qual era a reação de Michael às suas admoestações: “Por um ano ele me escutou, e dizia que eu gostava realmente dele. Eu tentei ser um rabino para ele. Eu o levei para a sinagoga, para minha casa. Mas depois de um ano ele começou a me considerar uma chateação. Não estava acostumado a críticas, assumia uma postura corporal de rejeição. E tudo terminou com um de seus managers me dizendo, na frente dele: “Shmuley, você quer tornar o Michael acessível e normal. Você não entende que ele é famoso porque não é normal”.

“Foi aí que eu entendi a tragédia de sua existência. Michael estava aterrorizado com o momento em que ele se tornaria normal, quando o público o esqueceria.”

“Eu poderia ter ficado a seu lado, como um intruso, ou sair fora e seguir a minha vida. Como eu não poderia mais ajudá-lo, saí fora”.

Voltando aos casos de pedofilia: “Michael talvez tenha cometido crimes muito, muito sérios. Mas eu realmente não sei. Quero que as pessoas entendam que ele era uma alma torturada, que tinha que estar no palco para receber amor. Ele vivia na insegurança permanente. Ele foi uma das almas mais torturadas que eu conheci.”

“Dou um conselho aos pais: quando seus filhos não tirarem boas notas, não lhes digam de imediato que eles teriam que melhorar. Foi o que aconteceu com Michael. Ele tinha que mostrar serviço para ser amado. Foi isso que o matou.”

“Campbell, honestamente, quando anunciaram esses 50 concertos eu pensei que o fim se aproximava. Não havia mais condições psicológicas nem emocionais. Ele estava acabado. O resultado tinha que ser a tragédia.”

“Ele negou para mim as acusações de pedofilia. Ele me prometeu que nunca mais ficaria sozinho com uma criança, depois do processo de 1993. Ele se sentia triste porque não podia mais ajudar as crianças. Eu lhe disse: “Você não é o Messias. Você pode ajudar as crianças inspirando os seus pais para que lhes dêm mais atenção.”

“O problema foi a primeira acusação de pedofilia. Eu sabia que a segunda fora forjada, porque conhecia ao menino e sua família. O problema foi a primeira acusação. Ele jamais poderia, sob nenhuma hipótese, colocar na sua cama uma criança que não fosse dele. Mas esse é o problema das grandes estrelas: estão sempre passando dos limites. Ninguém quer lhes dizer “não”, e quando alguém diz, é colocado de lado.”

“A mãe de Michael, Katherine, é uma pessoa piedosa. Seu pai, apesar de Michael tê-lo atacado verbalmente algumas vezes, era amado por ele. Eu peço à família que chore por ele ao invés de ver nisso uma oportunidade de fazer dinheiro. Ele amava seu pai. Ele vivia para ter a sua aprovação, e disse isso para ele na minha frente.”

Aqui, a íntegra da entrevista.

Michael Jackson e o rabino Shmuley Boteach.

Michael Jackson e o rabino Shmuley Boteach.